Choosing me, not social media

Redes Sociais

A limpeza que fiz no meu Instagram

Como já partilhei aqui em outros posts e no Instagram, a minha boa relação comigo mesma e com o meu corpo ainda é um trabalho em desenvolvimento.

No ano passado, com todo o tempo livre que estar fechada em quarentena me trouxe, decidi fazer algum trabalho de introspeção e perceber quais os fatores que estão a contribuir para alimentar esta minha menos boa relação comigo mesma e com o meu corpo e apercebi-me que as redes sociais estavam a desempenhar um grande papel no meio desta situação toda.

Sendo 100% honesta convosco, o meu objetivo é crescer no Instagram e quando iniciei a minha página onde vou partilhando o meu dia a dia, na altura achei que fazia sentido seguir toda a gente e mais alguma.

Claro está que ao seguir toda a gente, por muito entretenimento que às vezes me trouxesse vaguear pelo feed e ver todo o tipo de posts de diferentes pessoas, ao mesmo tempo estava a seguir pessoas que não acrescentavam absolutamente nada a mim e à minha vida e, inclusive, algumas estavam mesmo a ser prejudiciais para mim.

E porque é que havia pessoas que eu seguia e me estavam a prejudicar? Porque muitas delas partilhavam corpos perfeitos em vidas perfeitas e eu acabava por estar constantemente a comparar-me a elas e às vezes mesmo a pensar “pois, esta pessoa é magra porque faz X coisa que eu não faço e por isso é que estou assim”.

De repente, em vez de as redes sociais serem uma forma de passar algum tempo e estar entretida, passaram a ter uma carga negativa associada e eu sentia-me mal, mas não tinha consciência do que estava a acontecer.

Felizmente apercebi-me disto e decidi deixar de seguir pessoas ou que partilhassem conteúdos que promovam má relação com a comida (tipo vilanizar certos alimentos só porque sim e passar a imagem de que há comida boa vs comida do inferno), bem como pessoas que na realidade não acrescentam nada e me faziam sentir mal.

Hoje claro que sigo algumas influencers mais mainstream, geralmente mais na área de beleza e lifestyle porque são temas sobre os quais me interesso e gosto de conhecer novos produtos e novas tendências, então acabo por segui-las de forma cirúrgica e mais direcionada a estes pontos de interesse.

Na outra face da moeda tenho pessoas que realmente me inspiram, que falam das suas lutas diárias sem tabus, que mostram que têm uma vida real (não perfeita, portanto) e que às vezes lutam contra as mesmas situações com que eu me debato.

Entre as contas de Instagram que mais inpiram estão as da Rini Frey e a Danae Mercer. Estas duas mulheres, especificamente, sofreram de distúrbios alimentares e têm uma história inscrível de superação. No caso da Rini, também ela se debateu durante muito tempo contra a compulsão alimentar e partilha a sua jornada sem medos e tabus.

Sigo também nutricionistas que partilham informação útil, pessoas ligadas ao desporto que partilham informação com muito valor, como é o caso do Hugo Amaro, e que me ajudaram a desprender-me da minha visão de tudo ou nada, que eu tinha na minha vida e, principalmente, em relação à alimentação.

Com tudo isto, o que vos quero dizer é que façam um detox às vossas redes sociais, pois estas podem ser bem tóxicas e é fácil perdermos a noção do quão nocivas podem estar a ser para nós.

Sigam no Instagram, no Facebook (se ainda usarem) pessoas que realmente gostam e vos fazem sentir bem e, sobretudo que vos inspirem diariamente através de partilhas da vida real.

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