O desafio chamado mudar de casa

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Tal como já vos tinha dito num post anterior, este foi um ano cheio de mudanças para mim. Depois de em abril ter mudado de emprego, foi agora vez de mudar de casa!

Sempre fui uma rapariga ambiciosa e com desejo de ser independente, e desde sempre que coloquei em mim a meta de sair de casa dos meus pais até aos 25 anos. Tenho 26, mas vá, até nem falhei por muito…. Conseguir sair de casa dos pais parece uma missão impossível para a maioria dos jovens hoje em dia, mas desde que saí da faculdade e comecei a trabalhar, felizmente na minha área, que comecei a juntar dinheiro e, a minha jornada começou precisamente aí.

Claro que não me posso vangloriar e ficar com os louros todos como se fosse uma Super Mulher que conseguiu comprar uma casa sozinha aos 26 anos, nada disso! Estou numa relação há 5 anos e todo este processo está a ser partilhado, o que tenho a certeza que foi determinante para conseguirmos comprar casa dentro dos nossos timings.

Mas não pensem que por sermos duas pessoas que decidiram juntar os trapinhos que todo o processo de procurar e comprar casa foi um mar de rosas, pelo contrário. E porque sei que quando comecei sequer a sonhar com a possibilidade de procurar uma casa, que havia um sem número de coisas que eu desconhecia totalmente, este post hoje é para partilhar convosco um conjunto de dicas que foram muito úteis para mim e que espero que sejam também para vocês!

#1 Sejam realistas

Eu nasci em Lisboa mas não morava em Lisboa. Pelo contrário, o meu namorado morava em Lisboa. Claro que se isto fosse o SIMS eu procurava uma bruta vivenda em Cascais mesmo ali pertinho da praia para assim que o primeiro raiozinho de sol aparecesse, poder pôr o pé na areia. No entanto, jovens que somos e sem empregos milionários, tivemos de ser realistas e fazer contas à vida e perceber que há uma diferença entre aquilo que queremos e idealizamos e aquilo que conseguimos fazer neste momento com o que temos.

Primeiro fizemos então contas ao que ganhamos, a quanto ficaria uma prestação ao banco, ou no caso de quererem arrendar, à renda, quanto ficariam outras despesas como alimentação, passe, luz, água, etc., e quanto nos sobraria ao final do mês para continuarmos a desfrutar dos pequenos prazeres da vida como ir ao cinema ou almoçar fora. Estas contas são importantes para vocês perceberem até que valores procurar uma casa e se manterem realistas em relação a valores e localização.

No nosso caso, o mais importante foi a qualidade de vida. De nada nos interessa viver todos os meses em modo “chapa ganha, chapa gasta”, ou seja, gastar o dinheiro todo numa renda ou prestação, contas, alimentação e depois não sair de casa o mês inteiro nem beber um café à hora de almoço durante a semana.

#2 Tenham poupanças

Eu bem sei que é difícil para os jovens pouparem muito dinheiro, mas pelo menos enquanto viverem com os vossos pais, se não tiverem quaisquer despesas de contas para pagar, renda e alimentação, conseguem pelo menos tentar juntar alguma coisa. Isto é importante porque pelo menos para comprar casa, há despesas para as quais nem sempre estamos alerta, nomeadamente os custos da escritura da casa, ou a entrada que temos de dar ao banco. Pois é maltinha, o banco não vai emprestar 100% do valor de compra da casa e por isso é importante ter capital próprio no momento de comprar casa. Além disso, há montes de impostos marotos sempre ao virar da esquina a termos de pagar no momento de comprar uma casa e dos quais não podemos fugir.

Nem vou mencionar poupanças para mobilar a casa, porque a verdade é que depois da casa ser vossa ela não vai fugir e por isso conseguem aos poucos ir comprando os essenciais e, no meu caso, que tenho olhos para estas coisas, vou aproveitar para fazer uma lista de presentes de Natal diferente este ano (heheh).

#3 Inscrevam-se numa imobiliária

“Faz o que digo, não faças o que eu faço”. Este é o mote para esta dica que vos vou dar, porque eu procurei casa em plataformas como Idealista e Imovirtual, e só me inscrevi numa imobiliária, mas onde não conseguia encontrar o que queria e então mantinha toda uma pesquisa paralela à minha conta.

No entanto, é mesmo importante que o façam, procurem ajuda junto das imobiliárias mais conhecidas, porque muitas vezes têm acesso a casas que nunca chegam a estar na Internet e têm alguém a procurar por vocês e à vossa medida. Não se preocupem em ser “esquisitos”, afinal comprar uma casa não é o mesmo que comprar um par de sapatos…

Uma das grandes vantagens das imobiliárias é a parte operacional e administrativa do processo de compra de casa, que fica todo o cargo das agências. Assim é só enviarem o que vos pedem e pronto, eles tratam do resto.

#4 Estejam atentos e façam muitas perguntas

Quando forem ver as casas, não tenham medo de fazer muitas perguntas. Valor do condomínio, certificado energético, estacionamento, tudo o que vos passe pela cabeça. Só com toda a informação é que vão poder tomar uma boa decisão. E se gostarem mesmo de uma casa e conseguirem imaginar-se a viver lá, ignorem pequenos defeitos que possam haver, porque mesmo em casas remodeladas nada nunca é perfeito, mas também não há nada que não se possa consertar!

#5 Sejam felizes

Esta é a dica mais valiosa deste post e nem precisa de muita explicação! Ter independência é bom, mas aqui é também preciso sermos realistas e sabermos que esta nova era requer também toda uma curva de aprendizagem e de adaptação. No final não tenho dúvidas de que compensa.

E como sou uma designer de interiores espetacular, quero muito partilhar convosco toda esta minha jornada de mudança e decoração da minha casa.

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